Voto impresso no tapetão

Em parecer encaminhado nesta semana ao STF, o Tribunal Superior Eleitoral enumera riscos e empecilhos à adoção do voto impresso no Brasil, concluindo que o método representa “inegável retrocesso no processo de apuração das eleições”. A manifestação se dá na análise de uma Adin impetrada pela procuradora Raquel Dodge, que argumenta que a adoção do voto impresso em 100% das urnas neste ano seria “inconstitucional”.

O Congresso aprovou a obrigatoriedade do voto impresso em 2015, a partir da demanda da sociedade. Nos protestos que levaram milhões de brasileiros às ruas, muitos cartazes exigiam a adoção do voto impresso. Essa demanda surgiu a partir da desconfiança de que houve fraude na eleição de Dilma, uma suspeita que, diga-se de passagem, jamais foi comprovada. Entretanto, o Congresso analisou a constitucionalidade da adoção do voto impresso, o Palácio do Planalto, ao sancionar a lei, também confirmou o mesmo entendimento. Agora o Judiciário quer se contrapor aos outros dois poderes?

A questão do custo de adoção das urnas com voto impresso é mesmo um impeditivo para que o sistema seja implantando em todo o País, e por isso há que se ter bom senso para a adoção da impressão com mais tempo. Mas daí a quererem impedir o voto impresso, uma demanda da sociedade acatada pelo Congresso e pelo Poder Executivo, já é um pouco demais.

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