Venezuela arma o calote

O jornal “Valor Econômico” afirma que o governo brasileiro já classifica como “default” o atraso de mais de dois meses no pagamento, pela Venezuela, de US$ 262,5 milhões a fornecedores brasileiros no âmbito de um convênio de pagamentos de créditos recíprocos, o chamado CCR. Segundo explica o jornal, esse mecanismo, o CCR, funciona como uma espécie de câmara de compensação em que os bancos centrais dos 13 países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) atuam como garantidores das operações.

De acordo com o “Valor”, o Ministério da Fazenda encaminhou à Embaixada da Venezuela em Brasília uma correspondência em que aborda o tema do atraso e comunica que levará o assunto ao Clube de Paris – tido como o principal fórum de restruturação de dívidas de países com outros governos. Uma cópia da carta foi enviada à Embaixada do Brasil em Caracas para que fosse entregue à chancelaria do país vizinho. Caso a Venezuela deixe de pagar a dívida, quem arcará com o prejuízo será o Tesouro Nacional.

Na verdade, o governo Temer tem um outro caminho: cobrar essa conta do PT, de Lula e de Dilma, que foram os presidentes que encheram as burras venezuelanas de dinheiro. Em caso de novo calote, desta vez petista, o Brasil devia cobrar de Nicolás Maduro em barris de petróleo. Uma dívida de quase US$ 300 milhões poderia ser paga com o envio, pelo governo da Venezuela, de milhões de barris. Pelo menos não ficaríamos a ver navios.

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