Vai entender…

Os números contam que vivemos um dos períodos recessivos mais longos da história brasileira – do 2º trimestre de 2014 aos três últimos trimestres de 2016, com PIB negativo de 8,6% -, retração só comparável à dos anos 80-90, uma das épocas econômicas mais sombrias do país. Nesse espaço de tempo, quase um ano, mais de 14,2 milhões de brasileiros ficaram sem emprego, a renda dos felizardos que ainda tinham trabalho encolheu, empresas fecharam, o crédito sumiu, o número de pobres aumentou em mais de um milhão, segundo o Banco Mundial, enfim, foi um deus nos acuda.

Hoje, lentamente, a economia começa a dar sinais de vida, ainda que de forma tímida (segundo a avaliação de economistas do mercado só em 2026 os brasileiros terão recuperado o padrão de vida perdido.

Por tudo isso, não entendemos por que a empresa JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que causaram prejuízos bilionários ao país com toda sorte de operações suspeitas, favorecimentos e farta distribuição de propinas entre os políticos em busca de alavancar seus negócios, pôde aderir ao programa de refinanciamento de débitos tributários da União, o Refis, para regularizar débitos com valor nominal (sem contar a inflação) de aproximadamente R$ 4,2 bilhões entre impostos não recolhidos sobre o PIS, INSS, Imposto de Renda, Cofins e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Enquanto os brasileiros pagam o preço pelas cambalhotas e a incompetência administrativa da petista Dilma Rousseff, os irmãos “açougueiros” obtêm um providencial “refresco” da União.

Enquanto uns lutam para pagar os impostos em dia, outros melhor aquinhoados continuam levando vantagens por não honrar suas obrigações com o país.

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