Sob encomenda

Com o envio pela Procuraria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal de 320 pedidos de investigação com base nas delações de 78 executivos da Odebrecht na Lava Jato, começou um salve-se quem puder em Brasília. É que a tão falada versão 2.0 da lista de Janot não decepcionou.

São citados Lula, Dilma Rousseff, Aécio Neves, José Serra, cinco ministros de Michel Temer (Eliseu Padilha, Bruno Araújo, Moreira Franco, Gilberto Kassab e Aloysio Nunes Ferreira), além de muitos outros parlamentares, ex-ministros, governadores e ex.

Suprapartidária, é lista para ninguém botar defeito.

As solicitações de investigação do PGR incluem caixa 2 e as ditas “legais”, muitas delas suspeitas de esconderem outros crimes, isto é, corrupção mesmo.

Enquanto Suas Excelências do Judiciário e do Congresso não definem o que é e o que não é crime na dinheirama distribuída pela empreiteira, muitos se articulam para tentar salvar suas cabeças nas eleições de 2018, por meio da inclusão de propostas na reforma política.

A bola da vez é adoção do voto em lista fechada – quando os eleitores votam nas listas dos partidos e não mais diretamente nos candidatos -, tese antes defendida pelo PT.

Eu sempre fui contra a lista fechada, e continuo sendo, principalmente agora quando ela ressurge única e tão-somente para esconder a turma da Lava Jato.

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