Santo de barro

Após nove trimestres em queda, o PIB (Produto Interno Bruto, que mede a atividade econômica do país em determinado tempo) cresceu 0,2%, puxado pela queda da inflação e dos juros, a retomada ainda lenta do emprego e a ajuda do dinheiro liberado do FGTS, que impulsionaram o consumo das famílias.

É uma boa notícia, que, segundo especialistas, tirou o Brasil da recessão. Mas dá para fazer festa? Sim e não, pois, segundo o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, “não é para comemorar como se o país tivesse conquistado a Copa do Mundo”, afirmou ao “Estadão”. Contudo, “há sinais de que o crescimento, apesar de pequeno, é consistente”, disse Pastore. Com essa melhora no PIB, já há parte do mercado projetando 1% de crescimento em 2017.

Muitas nuvens, porém, precisam ser dissipadas para que o sol da economia brilhe com força: o déficit das contas públicas precisa diminuir, as incertezas políticas clarearem para despertar o apetite por investimentos do capital, a aprovação da Reforma da Previdência no Congresso.

Pé no chão, o ex-presidente do BC ensinou: “Solte bombinha, não um foguete”, isto é, devagar com o andor que o santo é de barro.

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