Saindo do atoleiro

Finalmente o país começa a sair da camisa de força em que nos meteu o Partido dos Trabalhadores. Foi realizado ontem, com relativo sucesso, os leilões do pré-sal; relativo porque nem todos os blocos foram arrematados, frustrando a expectativa de arrecadação prevista pelo governo brasileiro – em vez de R$ 7,75 bilhões, os cofres públicos, com um buraco de R$ 159 bilhões em 2017, levantaram R$ 6,15 bilhões.

De qualquer forma, é para comemorar, uma vez que a retomada da indústria petrolífera, uma das mais sacrificadas na era petista, vai ajudar no esforço de recuperação da economia com o aporte de bilhões em investimentos e a criação de novos postos de trabalho em regiões produtoras, que amargavam queda da qualidade de vida da população com a paralisação do setor.

Venceu a licitação quem ofereceu o maior percentual de petróleo a ser produzido nas áreas do pré-sal, de acordo com o regime de partilha definido para a área no surto de grandeza da era petista. A Petrobras, que levou as áreas em que tinha interesse, e a holandesa Shell, parceira da estatal em alguns blocos, e que já atuavam no pré-sal, foram as grandes vencedoras dos leilões realizados ainda no modelo de partilha. Segundo especialistas, se o modelo de concessão estivesse em vigor, os combalidos cofres públicos teriam arrecadado mais alguns bilhões com as vendas de ontem.

No primeiro leilão do pré-sal (este foi o segundo), em 2013, entidades sindicais e movimentos sociais se mobilizaram com greves e paralisações com o argumento de que defendiam o petróleo brasileiro. Ontem, sindicatos de petroleiros, o PT e a CUT tentaram barrar a realização dos leilões, mas o governo conseguiu deter as forças do atraso.

Melhor assim; aos poucos, vamos emergindo do atoleiro estatista que tanto mal causou ao país.

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