Reformas, necessidade do Estado brasileiro

O site da ONG Contas Abertas reproduz estudo produzido pela Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, que mostra que apenas a aprovação da reforma previdenciária pelo Congresso Nacional não será o suficiente para o país enfrentar seu grande desafio de equilíbrio fiscal, que é prejudicado pela frustração de receitas do governo. Na visão da entidade, são necessárias outras reformas estruturantes e maior rigor fiscal.

A primeira nota técnica da IFI informa que o IBGE registrou crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2017 em relação ao último trimestre de 2016. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2016, houve contração de 0,4% no primeiro trimestre de 2017. A alta de 1% se deve principalmente, na avaliação da IFI, ao aumento de 4,8% no volume das exportações (em especial produtos agrícolas, veículos automotores, petróleo e minerais metálicos).

De acordo com a nota técnica, o panorama aponta “para um PIB mais fraco no segundo trimestre – com a possibilidade, inclusive, de que volte para o terreno negativo”. Além disso, as variações negativas da indústria, comércio e serviços nos últimos meses “faz com que a sustentabilidade do crescimento fique ainda mais desafiadora”.

O documento também registra que a liberação de saques de contas inativas do FGTS pode se configurar em estímulo adicional positivo ao ciclo de recuperação nos próximos trimestres. Entretanto, parte desses recursos será direcionada ao pagamento de dívidas, não ao consumo, já que a renda das famílias está comprometida. Outra preocupação constante é a manutenção da taxa de desemprego em 13,6% da força de trabalho.

Ainda de acordo com nota técnica, “as turbulências no campo político aumentaram a incerteza sobre o processo de aprovação das reformas”, como a da Previdência. Isso poderá diminuir o ritmo da queda da taxa básica de juros e desestimular o consumo, o que pode afetar negativamente a rota de crescimento.

Portanto, as reformas precisam ser aprovadas, e sem demora. Tanto a reforma trabalhista como a reforma previdenciária já não são mais projetos do governo, mas propostas do Estado brasileiro, e precisam ser votadas a bem do equilíbrio das contas públicas e para que o país possa vencer a forte recessão gerada pelo desastroso governo Dilma. E ainda faltam as reformas tributária e política, embora seja mais difícil o Congresso aprová-las neste momento de forte turbulência política. Enfim, se queremos voltar a crescer e gerar empregos, precisamos aprovar as reformas, e já.

1 Comentário

  • Marcelo Rosa Melo

    junho 15, 06 2017 10:41:20

    Perfeito. Se não forem feitas as reformas, o Brasil estará condenado a mediocridade.

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