Reforma da Previdência, só em 2019!

A imprensa nacional afirma que o presidente Michel Temer teria admitido, pela primeira vez, a possibilidade de uma derrota do governo ao tentar aprovar a reforma da Previdência. Temer teria ainda reconhecido que a principal reforma do País pode não ser votada em seu governo. A verdade é que o ano de 2017 praticamente acabou, e não há mais tempo nem disposição do Congresso em votar esta reforma, que é necessária para a saúde das contas públicas do país, mas que também é extremamente impopular.

Por conta do calendário das denúncias de Rodrigo Janot contra o presidente, a reforma acabou sendo deixada em segundo plano, e agora, faltando poucas semanas para o final do ano, não há chance de um projeto tão polêmico ser aprovado a tempo. E menos chance há no ano que vem, em que o calendário eleitoral se precipitará logo após o Carnaval. Em um tema que mexe com muitos interesses e causa arrepios na sociedade, o melhor mesmo é esquecer esta reforma por agora e deixá-la para 2019, com um novo presidente e um novo Congresso saídos das urnas.

1 Comentário

  • Efraim Moreira de Carvalho

    novembro 09, 11 2017 05:39:02

    Sou admirador seu, e grato por ter prestado um imenso serviço ao país, mesmo tendo pago um preço muito alto, naquele processo do mensalão. Esta reforma da previdência não é de Temer, ela é do governo, da sociedade. Infelizmente temos uma câmara e um senado que nos envergonha, que não representam os anseios da sociedade e sim interesses nada republicanos e o Sr. sabe muito bem disto , pois por lá esteve e conhece o macete de como é que a coisa funciona. O custo da não reforma previdenciária chegará e não tardará se com o Temer não for feita, candidato nenhum, fará campanha colocando como uma das suas metas de governo a reforma previdenciária, pois sabe que perderá votos e eleição. A nação perdeu esta grande oportunidade, a sociedade perdeu, os menos favorecidos perderão muito mais, pois sempre é a classe que paga mais caro.
    Que Deus continue sendo seu protetor, continuarei lhe ser grato pelo que teve a coragem de fazer abrindo a boca sobre o mensalão, pois, não tivesse quela atitude, talvez as coisas ainnnda estivessem embaixo dos tapetes da câmara e do senado. Meu abraço!

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