Pressão popular pela retirada do sigilo das delações

Há, desde a manhã de ontem, após a homologação das delações da Odebrecht pela ministra Cármen Lúcia, uma intensa mobilização das redes sociais para que seja retirado o sigilo sobre os depoimentos dos 77 executivos da empreiteira. O sigilo foi imposto pela presidente do STF, ao homologar as delações, e agora cabe à Procuradoria-Geral da República decidir pela manutenção ou não do segredo de justiça. Hoje, no “Estadão”, o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, afirma que não há nenhuma razão para o sigilo das delações premiadas de 77 executivos, ex-executivos e funcionários da Odebrecht. “No caso da delação (da Odebrecht), que os investigados já têm conhecimento da investigação e são fatos um pouco mais antigos, entendemos que não há razão nenhuma para manter o sigilo das delações”, afirmou Sobral. O delegado vê nas delações dos executivos e ex-funcionários da empreiteira uma oportunidade de trazer a publico ‘e em detalhes como o Brasil funcionou nas últimas décadas’. Concordamos com a posição dele.

3 Comentários

  • joao pedro

    janeiro 31, 01 2017 11:57:17

    E o pássaro-mor, quando vai em cana?

  • Luciana Carnevale

    janeiro 31, 01 2017 01:54:58

    Carlos Sobral falou e disse. Sem contar que, apesar de ter feito algo positivo (a homologação das delações), embora não seja a relatora do caso e esteja na função de plantonista, a ministra Cármen Lúcia errou feio ao tentar colocar uma cortina de fumaça no que diz respeito às revelações. Duas perguntas: por quê a pressa em homologar, embora a atitude, repito, tenha sido boa, embora com vícios legais, e qual o motivo para esconder o que fora dito? O Brasil virou a página e é outro. Não aceitamos mais coisas feitas por debaixo dos panos. O conteúdo das delações e a própria Lava-Jato não pertencem ao Judiciário. Viraram ‘instituições’ dos brasileiros.

  • Luciana Carnevale

    janeiro 31, 01 2017 01:56:32

    Corrijo: ‘embora a atitude, repito, tenha sido boa, MESMO com vícios legais’.

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