Pedra no sapato dos grandes

O presidente norte-coreano Kim Jong-un já disse o que pretende com seus testes de mísseis de longo alcance e bombas nucleares: negociar com os Estados Unidos, desde que seja reconhecido pelos norte-americanos como membro do seleto clube de potências nucleares, do qual fazem parte Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia.

Com um Produto Interno Bruto de cerca de 160 bilhões de reais – equivalente ao PIB de Honduras ou do estado brasileiro de Goiás -, segundo a inteligência americana, a CIA, a Coreia do Norte quer que estar entre os grandes, como apregoa ser aos empobrecidos norte-coreanos que seu regime controla com mão de ferro.

Aliada da China, país com o qual divide extensa fronteira, e o mesmo regime político, a Coreia do Norte é uma pedra no sapato não só de Donald Trump, mas também do hoje todo poderoso Xi Jinping, que teme que a troca de regime em Pyongyang leve ao poder um governo pró-Ocidente (como Japão e Coreia do Sul).

EUA, China e Rússia têm empurrado com a barriga um desfecho para a Coreia do Norte, que sofre sanções da Organização das Nações Unidas, e mesmo assim radicaliza posições; dia menos dia, porém, terão de sentar à mesa para enfim decidir o que vão fazer com o líder norte-coreano. O jogo não repercute apenas na região, mas no xadrez global.

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