O coveiro da Reforma

O ano está acabando e a reforma da Previdência ficou para 2018. E ao ficar para o ano que vem, aumentou ainda mais a perspectiva de que dificilmente o governo conseguirá a quantidade de votos suficientes para aprovar este projeto, já com o calendário eleitoral em estágio avançado.

Neste ano de 2017 abriu-se uma das melhores janelas possíveis para a aprovação de uma matéria tão polêmica quanto necessária. Se a reforma da Previdência não foi votada, portanto, a culpa é de uma pessoa chamada Rodrigo Janot. Com sua sede de perseguir e arrancar o presidente Michel Temer da cadeira, contanto com a ajuda do corrupto Joesley Batista, Janot conseguiu paralisar o Congresso por vários meses, e encurtou o tempo para a concretização da reforma.

Com os deputados precisando se debruçar por meses em torno das duas pífias denúncias da PGR contra Michel Temer, a reforma da Previdência, fundamental para a saúde das contas públicas, ficou de escanteio. O mercado, quando se queixar da falta de compromisso do Congresso em votar esta reforma, deve colocar a culpa na pessoa certa: Rodrigo Janot, o coveiro da Previdência.

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