Na torcida pela paz

O mundo não resistiu ao simbolismo da aproximação entre as Coreias do Sul e a do Norte, protagonizada pelo progressista Moon Jae in e o ditador comunista Kim Jong un, separadas político e ideologicamente desde 1953, ao final de uma guerra que começou em 1950, ainda que não se possa garantir que os dois países vão de fato assinar a paz e promover a desnuclearização da região.

Kim Jong un é conhecido pela truculência com que governa os coreanos do Norte, e carrega o peso da desconfiança entre os países que patrocinam a tentativa de acordo de paz entre EUA e China (seu pai, Kim Jong il, tentou, em 2000, a aproximação com a parte sul, mas no final não cumpriu sua parte no acordo). Ainda é cedo para afirmar que Jong un vai de fato aceitar as condições propostas por negociadores internacionais para finalmente selar a paz, até porque o poderio de suas armas nucleares e mísseis de longo alcance vem sustentado sua política externa de força, principalmente contra os Estados Unidos de Donald Trump.

A nós cabe torcer para que o entendimento supere a desconfiança e que as coreanos, do Norte comunista e do Sul capitalista, cheguem à paz até o final do ano, tornando
o mundo um pouco menos inseguro. O choque de realidade entre a opulência do Sul e a pobreza dos irmãos do Norte será um dos maiores testes da aproximação entre os dois líderes.

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