Mosca azul

Inebriado com a vitória no 1º turno à Prefeitura de São Paulo, João Doria resolveu dar um passo político maior (muito maior) do que sua perna alcança quando acreditou que podia ser candidato à presidência da República sem antes mostrar suas credenciais de administrador eficiente. E saiu cometendo erros sucessivos, escancarando aos olhos de todos que a lealdade não é o seu forte. Antes já dera as costas ao responsável por sua vitoriosa campanha em 2016 (o governador tucano Geraldo Alckmin) e aos paulistanos que o elegeram no 1º turno, pois vive em viagens (nacionais e internacionais) em vez de administrar a maior cidade da América Latina.

Para quem se elegeu dizendo aos eleitores que não é político, o cartão de visitas apresentado pelo prefeito iniciante não agradou os eleitores. Após o Instituto Datafolha revelar que sua popularidade caiu nove pontos desde que assumiu a Prefeitura (de 41% para 32%) e que 55% da população paulistana não votaria nele para presidente, Doria acusou o golpe partindo com arrogância contra o ex-governador Alberto Goldman, integrante do grupo político do senador e ex-presidenciável José Serra (PSDB): “Goldman, você coleciona fracassos na sua vida e agora vive de pijamas na sua casa”. Ele chegou a gravar um segundo vídeo amenizando o primeiro, mas o estrago já estava feito.

Até o DEM, cuja cúpula jantou recentemente com ele na tentativa de iniciar um namoro que poderia resultar em casamento, recuou. Segundo revelou a “Coluna do Estadão”, o partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, desistiu de cortejar o prefeito-viajante e agora foca no apresentador-empresário Luciano Huck, da TV Globo. Os democratas ainda lhe mandaram um recado: “Nem ele será candidato [caso Doria continue derretendo nas pesquisas] se tiver juízo”.

Quem avisa, amigo é.

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