Medidas draconianas

Encerrada e enterrada a tramitação da segunda denúncia contra Temer, o governo federal agora se volta a cobrir o rombo nas contas públicas, que anda batendo recordes. O ajuste fiscal, que andou paralisado por conta da votação das duas denúncias da PGR, veio com força, e Temer assinou duas medidas provisórias. Além das medidas, o ministro Henrique Meirelles, ao tentar fazer um agrado à base aliada, decidiu prorrogar até o dia 14 de novembro o prazo de adesão do Programa de Regularização Tributária, o novo Refis. O prazo terminava nessa terça-feira (31).

Já as medidas provisórias embutem as chamadas maldades do governo. Uma tributa os fundos exclusivos de investimentos e eleva a contribuição previdenciária do funcionalismo público que ganha mais de R$ 5 mil por mês. A outra adia do ano que vem para 2019 o reajuste de categorias de servidores públicos que ganham entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegou a pedir a Michel Temer para encaminhar as propostas por meio de projeto de lei, mas a equipe econômica convenceu o presidente da República a usar MPs, porque entram em vigor imediatamente e porque o prazo de aprovação é curto, já que restam dois meses apenas até o final do ano.

O governo tenta salvar a lavoura sacrificando os bagrinhos e salvando os tubarões. Somente um governo com quase 100% de impopularidade é capaz de tomar tal medida em ano pré-eleitoral.

1 Comentário

  • ISRAEL PEREIRA ANDRADE

    outubro 30, 10 2017 10:54:25

    Em toda a história brasileira,nunca se viu crise de ÉTICA,COMPETÊNCIA -Semelhante a atual!.

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