Mais uma mordida na classe média

O “Estadão” noticia hoje que a equipe econômica pretende criar, em 2018, uma nova alíquota de Imposto de Renda – entre 30% a 35% – para quem ganha mais de R$ 20 mil mensais (hoje a maior faixa é de 27,5% para salários acima de R$ 4.664,68). O objetivo do governo é engordar os cofres públicos em pelo menos R$ 3 a 4 bilhões no ano que vem só com o aumento do IR. A “mordida” do Leão, porém, pretende ser maior ainda (cerca de R$ 35,5 bilhões, incluindo a alíquota maior do IR).

Também em estudo pela equipe de Henrique Meirelles o fim da isenção do IR para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos de renda fixa emitidos por bancos com boa aceitação no mercado, a tributação de heranças e doações, a revisão para baixo dos benefícios do Reintegra para os exportadores, o fim do regime especial para a indústria química, o Reiq.

Com a inflação em queda e os juros idem, estaria tudo certo se a conta fosse espetada só no lombo do andar de cima, mas não é isso que o governo pretende; estuda-se ainda o congelamento (ou correção parcial) da tabela do IR Retido na Fonte, já defasada em de mais de 80%. Imposto fácil de ser arrecadado, o IR na Fonte exerce um fascínio especial sobre governos – de centro, de direita ou de esquerda. Como se sabe, o Leão tem um apetite especial pela classe média.

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