Mais de 47 milhões vão às urnas hoje na França, 5ª maior economia do mundo

Esquerda decepcionou e a França, berço do socialismo, decide hoje entre centro e extrema direita.

Seria como uma final entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro no Brasil. O presidente que deixará o cargo, François Hollande, fez discurso de esquerda para se eleger, mas, ao chegar ao poder, implementou cortes de direitos sociais e medidas para estimular o “capitalismo” francês. Mais ou menos como Dilma fez aqui em 2014 e deu no que deu.

Desiludido, o eleitor varreu os candidatos mais à esquerda, tanto nos Estados Unidos quanto no segundo turno que hoje (7) chega ao fim na França. Para os analistas, a questão é: será possível hoje um governo de esquerda?

O grande business, as corporações, se apoderaram da política e os candidatos eleitos não conseguem mais cumprir promessas feitas nas campanhas. Foi assim também na Grécia, além da França.

Além disso, grande parte do eleitorado que se sente esquecida pelas benesses da globalização impulsiona “outsiders” de figurino tradicional, como Trump e Le Pen, que no passado amargariam votações irrisórias.

Pesquisas preveem a vitória do centrista Emmanuel Macron – do partido Em Marche! (Em Movimento!). Se for verdade, será um alívio. Mas fica o alerta. Pela primeira vez desde a derrota do Fascismo e do Nazismo, na década de 40, os nacionalistas ganham força contra a globalização e se aproximam do poder.

Os que apoiam um mercado sem fronteiras precisam mudar alguma coisa para continuarem ganhando.

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