Luz no fim do túnel

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi aclamado por seus pares no fim de semana, em convenção estadual do PSDB, como pré-candidato à presidência da República nas eleições do ano que vem. Militantes e dirigentes da legenda divergem em muitos pontos, mas convergem no essencial: que Geraldo seja o candidato tucano e que assuma o controle da sigla na convenção nacional do partido, em 9 de dezembro, em nome da unidade partidária.

A divisão tucana deu-se após Aécio Neves ser alvejado pela delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista (JBS). A partir daí, dois grupos lutam pelo controle da cadeira antes ocupada pelo mineiro: o representado pelo senador Tasso Jereissati, que defende a saída dos tucanos do governo Temer; e o do governador de Goiás, Marconi Perillo, candidato de Aécio e pró-Temer.

Sem acordo entre os dois grupos, Geraldo Alckmin, antes refratário à ideia, emitiu sinais de que aceita unir os dois grupos em torno de si.

Equilibrado, experiente, hábil, o governador de São Paulo provou em sua trajetória política que tem o perfil que o partido necessita neste momento, o de conciliador. Com ele no comando, o PSDB poderá enfim reencontrar o entendimento que pode levar o partido a recuperar o posto máximo da República ocupado por dois mandatos por Fernando Henrique Cardoso (1994-1998-1998-2002).

O governador paulista não só tem a capacidade de unir a legenda em torno de sua candidatura ao Palácio do Planalto, como possui as qualidades para fazer, no futuro, a transição entre opostos hoje inconciliáveis – PT x PSDB – sem ferir a Democracia.

O país precisa avançar, e Geraldo Alckmin – que, sem açodamento, soube esperar a sua hora – dispõe dos atributos necessários para vencer a intolerância. “Nós precisamos de unidade. Mas eu pergunto: união e unidade para quê? Para mudar o Brasil […] Com todos os riscos e com muita coragem”, disse Geraldo Alckmin na convenção estadual do PSDB de São Paulo que reelegeu seu aliado Pedro Tobias presidente do Diretório Estadual.

Confirmado Geraldo, a peleja tucana será pela vaga de candidato a governador de São Paulo.

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