Linha vermelha

O ataque dos Estados Unidos à infraestrutura de produção de armas químicas da Síria – apoiado pelo Reino Unido e França – foi considerado certeiro por especialistas, um recado dos países do ocidente à Rússia de Vladimir Putin e ao ditador Bashar el Assad. Haverá uma disputa de versões entre agressor e agredido, mas creio que, ao fim e ao cabo, os ânimos vão serenar para dar espaço à racionalidade, isto é, à diplomacia.

Certo é que os Estados Unidos de Donald Trump e aliados deixaram claro à Rússia e a aliados como o Irã, que o uso de armas químicas não será tolerado pela comunidade internacional, o que foi confirmado com a rejeição à condenação do ataque pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em reunião de emergência, neste sábado, 14/04, de ação proposta por Putin. Para o Kremlin, o ocidente comete “hooliganismo diplomático” – alusão à violência das torcidas de futebol da Inglaterra – e os Estados Unidos dizem “estar prontos” para atacar novamente se a Síria voltar a usar armas químicas.

Por ora os ânimos estão exaltados, com cada lado representando seu papel para os respectivos públicos interno e externo, porém, a temperatura deverá baixar. Que pelo menos se tire algo de positivo dessa altercação.

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