Juros baixos, nem por decreto!

Depois que o IBGE revelou que a inflação desceu a níveis do ano 2000, baixando dos 3% anuais, o mercado passou a projetar mais um corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom, na semana que vem. Se antes as instituições financeiras apostavam em uma redução de 0,25%, agora, com os dados que mostram uma queda ainda maior da inflação especula-se que o Copom baixará ainda mais a Selic, levando a taxa básica de juros a um patamar inimaginável, na casa dos 6,5%.

O problema é que, mesmo com os seguidos cortes promovidos pelo Copom e com a taxa rebaixada a um recorde histórico, os bancos continuam fazendo cara de paisagem e mantendo suas próprias taxas em patamar elevado. Enquanto a Selic baixa a 6,5%, os bancos mantem taxas de 10, 11 e até 12% ao mês no cheque especial. Já os cartões de crédito chegam a estratosféricos 15 ou 16% ao mês. Se continuar assim, a única saída será a aprovação, pelo Congresso, de algum projeto que crie um patamar máximo a partir da Selic. Pelo jeito, esta será a única maneira de os consumidores deixarem de pagar as taxas absurdas que fazem a alegria dos banqueiros.

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