Inflação sobe, mas continua no chão

A imprensa fez um certo alarde com o resultado da inflação divulgado hoje pelo OBGE, de 0,42% em outubro, maior do que os 0,16% de setembro e do que os 0,26% registrados em outubro de 2016. Vejam só, mesmo com esta alta, puxada por aumento na tarifa de energia elétrica e no preço do botijão de gás, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 2,70%. Ou seja, ainda muito abaixo do piso da meta do governo, que é de 4,5% com tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

 

Para um país que em 2015 vivia a tragédia econômica causada pelo governo Dilma, que levou os índices inflacionários para 10,25%, ter uma taxa de 2,7% é algo que seria impensável nos últimos anos.

 

No acumulado de 2017 até agora, a inflação está em 2,21%. É a menor registrada para este período do ano desde 1998. Portanto, parece um pouco de exagero a imprensa econômica reclamar de uma alta de 0,42%, em um cenário de quase deflação.

 

 

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