Independência ou morte!

Tenho alertado a população brasileira para o equívoco que algumas propostas de reforma – necessárias, destaco – trazem em seu bojo.

Hoje vou me ater à Reforma Tributária, que se equivoca ao aumentar a concentração de impostos no governo federal, fragilizando estados e municípios. Uma verdadeira afronta a você que paga um absurdo de impostos e não recebe quase nada de volta em serviços.

Neste ano o Congresso corrigiu uma grande injustiça com o veto às mudanças no Imposto sobre Serviços (ISS). As taxas de bancos, de cartões de crédito, de planos de saúde, por exemplo, eram recolhidas nos locais onde essas grandes empresas ficavam sediadas, geralmente verdadeiros paraísos fiscais, onde esses grupos poderosos gozam de isenção tributária. Agora, o ISS é recolhido no local onde o serviço foi prestado, isto é, no seu município, que retornam para você e sua família em benefícios como melhora na educação, saúde, saneamento, enfim, em serviços públicos de melhor qualidade.

Essa conquista, porém, está ameaçada; a Reforma Tributária que tramita no Congresso pretende transformar o ISS em mais um tributo federal, prejudicando os municípios e enriquecendo cada vez mais o governo central, em Brasília, que, como todos sabem, gasta mal, muito mal. Isto vai na direção contrária aos interesses dos municípios, que são beneficiados diretamente pela arrecadação desse imposto (60% dos serviços representados no PIB), vai contra sua cidade, contra sua família.

O ano de 2018, eleitoral, é ainda um mistério em termos de atividade no Congresso, mas é preciso estarmos atentos. Não podemos deixar que isso aconteça.

Precisamos de menos, não de mais governo; queremos um povo independente, autoconfiante, não escravo de um Estado assistencialista que lhe surrupia não só a consciência, mas a iniciativa, o direito de construir seu próprio destino.

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