Haja paciência…

Instalada ontem, a Assembleia Nacional Constituinte de Nicolás Maduro (aprovada mediante fraude, na verdade, um golpe de Estado) golpeou a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, tirando-lhe poderes, isto é, transferindo suas prerrogativas para a junta que governa o país. Se não bastasse, Maduro é acusado de participar do esquema de corrupção da brasileira Odebrecht, que nós brasileiros conhecemos bem. A receita é conhecida: Bolsa Família para os pobres, e dólares para os heróis embusteiros!

Em meio às reações negativas de dentro e fora do país, contudo, ninguém ousa prever o que vai acontecer com a Venezuela.

O regime bolivariano começou envergonhado, uma proditadura, assim como tantas outras, sob a farsa de eleições fraudulentas, um discurso “democrático” de fachada, assim como a liberdade de imprensa; com o passar do tempo, porém, foi minando as instituições e rasgou a fantasia, tornando-se de fato uma ditadura. Hoje, o bolivarianismo – que se pretendia renovador, como anunciou em discurso Hugo Chávez no Fórum Mundial de 2005 – ombreia com a Coreia de Kim Jong-un e a Cuba dos irmãos Castro.

Dependente do petróleo venezuelano, os Estados Unidos de Donald Trump não se animam a tomar uma medida mais dura contra os bolivarianos, assim como os países do Mercosul, que, hesitantes, viram as costas para o imbróglio, deixando o povo da Venezuela à mercê da sanha socialisteira de Maduro.

A sorte do país está nas mãos de militares hoje aliados de Maduro, que podem dar um basta à ditadura e mandá-lo para o xilindró para responder por crimes cometidos durante seu “reinado” (o perigo seria radicalizá-la, aderindo aos paredões para consolidar de vez a tirania).

Além de fôlego, é preciso paciência até que haja um desfecho para esse socialismo que, de tão velho, já morreu.

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