Enxugar o Estado é golpear a corrupção

Durante uma palestra em Brasília, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o excesso de burocracia estatal é um facilitador da corrupção. A ministra disse, textualmente, que “quando há excesso de burocracia, haverá mais instâncias, gavetas para que se guardem os pedidos e pleitos. Muitas vielas por onde podem passar os comportamentos públicos. Quanto maior a transparência, menores as chances de corrupção. A sombra é uma facilitadora desta prática”.

Essa posição manifestada pela ministra Cármen Lúcia é a mesma que eu venho defendendo há algum tempo. Na minha visão, penso que quanto maior o Estado, mais corrupto é o governo, por isso defendo que o futuro presidente inicie sua administração implementando um ousado e amplo programa de privatizações de estatais. Isso porque o agigantamento do Estado brasileiro se transformou em um ônus impagável para o contribuinte, que é principalmente o trabalhador.

Esta situação – aumento do Estado – inviabiliza o estabelecimento de uma economia competitiva, gerando o fechamento e migração de empresas e seus postos de trabalho, ocasionando desemprego e uma situação social de calamidade. Portanto, o progresso da nação brasileira não virá por inventar cada vez mais programas generosos de gastos públicos. A única solução possível para reverter o panorama que chegamos é a reforma do Estado brasileiro, por meio da descentralização, desregulamentação e privatização.

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