Economia melhora, mas falta a reforma

O Indicador de Confiança do Consumidor, criado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) paea medir a expectativa dos brasileiros em relação à melhoria da economia, registrou um avanço de 4% nos últimos 12 meses. Isso significa que uma boa parte da população acredita que teremos um ano de 2018 melhor do que o ano passado. O índice mostra também que mais pessoas acreditam que sua condição financeira pessoal irá melhorar, e que o desemprego irá recuar.

Essa é uma excelente notícia, que mostra uma percepção geral de que o pior da crise já passou, e que estamos no rumo certo para a recuperação do estrago deixado pelo trágico governo petista de Dilma Rousseff. Entretanto, a maior mudança que o Brasil precisa para deixar definitivamente para trás os tempos bicudos está ameaçada de não acontecer neste ano. Pelos comentários de membros do governo e lideranças partidárias, a reforma da Previdência ainda não conta com todos os votos necessários para ser aprovada, e a votação, que está programada para o próximo dia 19, pode não acontecer.

É de se lamentar a falta de empenho dos deputados em querer votar a reforma da Previdência. Na verdade, chega a ser uma irresponsabilidade com o País. Quem alega que não quer votar a reforma por conta de ser este um ano eleitoral está se protegendo debaixo de uma falsa premissa. A reforma da Previdência que está sendo votada é pro-pobre. Ou seja, não tira do pobre, pelo contrário, melhora a situação dos direitos das pessoas de menor renda. A reforma também dá maior confiabilidade ao sistema previdenciário e protege até os desvalidos da Lei de Assistência Social (LOAS). Quem está gritando contra a reforma são os que mais acabam sendo atingidos pelas mudanças na legislação, ou seja, essas corporações, essa elite funcional que recebem 30, 35, 40 mil de aposentadoria. A turma da Elite Funcional Federal, que gera um impacto de 25% nos custos da Previdência Social, e estão entre os 34% mais ricos do Brasil, é que está gritando contra a reforma.

O que os partidos precisam é enfrentar essa Elite Funcional Federal. Temos que enfrentar juízes, promotores, procuradores, essa elite que dá um mandado de segurança contra a reforma, que manda suspender propaganda a favor da reforma. Nós somos a favor da reforma da previdência porque ela coloca todos sob o mesmo teto. Vamos derrubar privilégios e vamos beneficiar o restante da população do Brasil. Que os deputados pensem nisso nos próximos dias, quando vier o debate e a votação da reforma.

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