Datafolha: mentiras e verdades

Um dia após a condenação de Lula no TRF-4, o Datafolha colocou uma pesquisa na rua para avaliar o cenário eleitoral e fazer perguntas aos eleitores sobre a própria sentença do ex-presidente. O diretor do Datafolha, antes da divulgação da pesquisa, mostrou todo o seu engajamento com Lula e o PT ao afirmar que uma eleição sem a presença do guru do petismo seria algo “danoso à democracia”. Um raciocínio na mesma linha daquele que os petistas estão repetindo 24 horas por dias, de que uma “eleição sem Lula é fraude”.

Depois da declaração em que o diretor do Datafolha mostrou todo o seu amor pelo petismo, não podia ser mesmo outro o resultado da pesquisa: Lula com quase 40% nos cenários estimulados em que foi inserido. E também como esperado, os petistas e seus seguidores ficaram eufóricos e aproveitaram o resultado para continuar na cantilena de que o ex-presidente tem que estar na próxima eleição.

Entretanto, na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que o entrevistado diz o nome de sua preferência sem consultar qualquer lista, Lula possui apenas 17% dos votos para presidente. E mais: um total de 67% votaram em branco, nulo, ou disseram não ter candidato. Ou seja, ainda tem muita gente indefinida, e a verdade é que o quadro eleitoral é uma completa incógnita.

O DataFolha tentou ajudar Lula e o PT, mas não conseguiu. Os números revelados pela pesquisa que fizeram são categóricos. A maioria considerou a prisão justa, e não quer Lula candidato. A grande maioria também disse que Lula sabia da corrupção no governo e deixou ela ocorrer. Em resumo: os números da pesquisa estimulada são falaciosos, e as mentiras repetidas mil vezes pelos petistas não convenceram a população. O ex-presidente não é tão amado quanto acha que é.

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