Café sem açúcar

Como esperado, antes de deixar o cargo de procurador-geral Rodrigo Janot atirou suas flechas na direção de mais dois alvos: o presidente Michel Temer e figuras próximas a ele, no PMDB (o PGR enviou também ao STF a delação premiada de executivos da OAS, que comprometeria políticos do PT (Lula, o “honesto”) e do PSDB.

Ávida por punir corruptos, a sociedade brasileira aplaude com entusiasmo o “quase-ex-procurador” que se despediu do cargo aquinhoado com novas flechas – agora sem pontas, portanto, inofensivas – e sem a presença da sucessora, Raquel Dodge, tida como sua adversária no Ministério Público Federal.

Tudo estaria nos conformes se a denúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal por Janot contra Temer fosse pródiga em provas – não é, pois os crimes citados na denúncia se basearam em inquéritos ainda não concluídos (delações são meios de obtenção de prova, não a prova em si).

Nem muito menos a denúncia refere-se a atos ilícitos cometidos por Temer no exercício do mandato, como exige a Constituição de 1988. Como bem definiu o “Estadão”, foi “mais uma denúncia inepta”, a segunda, produzida pelo “quase-ex-procurador”.

E os que hoje comemoram, como o jornal “O Globo”, que insiste em endeusar Janot – “Folha” e “Estadão” advertiram os leitores que a segunda flecha de Janot contra Temer é juridicamente inconsistente – podem vir a ter uma amarga surpresa no futuro, pois o que é doce poderá se transformar em café sem açúcar.

1 Comentário

  • marcos colares

    setembro 17, 09 2017 03:43:26

    Presidente, Janot tentou fazer a sua parte, porem teria conseguido se tivesse pedido a prisão de Ideli salvatti, escondida e bem, na terra do tio sam. Vamos ver se a Raquel conseguira esse feito para esclarecer melhor o esquema de lula e seus comparsas.

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