A retomada já começou

Os últimos números divulgados na imprensa sobre indicadores econômicos são uma inequívoca confirmação de que não apenas o pior da crise já passou, mas aos poucos a curva a recessão começa a ser substituída por um período de franca recuperação econômica. Recentemente, o IBGE confirmou mais uma queda da taxa de desemprego. No trimestre entre junho e agosto, o índice de desocupação baixou para 12,6%, o menor desde os três meses compreendidos entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Também representa 1,1% a menos que a máxima de 13,7%, alcançada no trimestre janeiro-março último.

É certo que ainda existem 13 milhões de pessoas desempregadas no país. Entretanto, pela primeira vez desde o trimestre setembro-novembro de 2014, o contingente de pessoas sem carteira assinada diminuiu: foram 658 mil desocupados a menos.  Ou seja, as perspectivas estão melhorando, e até as estimativas para o crescimento econômico neste ano já se consolidaram no terreno positivo e tendem a algo próximo de 1%. Para 2018, já há quem aposte em alta de 3%.

Enfim, o cenário melhorou e está vencendo a cartilha do retrocesso após o desastroso governo Dilma. O sucesso, entretanto, não estará assegurado enquanto não forem aprovadas reformas essenciais para o equilíbrio fiscal, como a previdenciária, a tributária e a revisão do pacto federativo. A retomada da economia está vindo, mas é preciso que todas as forças políticas se unam para revertermos os problemas gerados depois de 13 anos de governos do PT.

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