A cartola da Lava Jato

Documentos da empreiteira Camargo Corrêa entregues ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cadê), com quem a empresa fechou acordo de leniência, indicam

que por 16 anos várias empresas de construção operaram um superesquema de cartel – associação de empresas do mesmo ramo com o objetivo de dominar o mercado e eliminar a concorrência – em obras de metrôs de 7 estados e do Distrito Federal.

As suspeitas sobre irregularidades em obras de metrôs surgiram em uma das fases da operação da Lava Jato após a apreensão de um documento cujo título era “Tatu Tênis Clube”. A partir dos documentos fornecidos pela Camargo ao Cade, os projetos de metrô e monotrilho de Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo serão investigados.

Entre 2008 e 2014, época em que o cartel operou mais ativamente, foram construídos estádios da Copa do Mundo (2014), Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016) e várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, programa cuja maternidade foi atribuída a Dilma por seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva.

A revelação sobre as irregularidades em obras de construção de estádios da Copa no Brasil e das Olimpíadas do Rio não chega a ser uma novidade, mas a existência de documentos que as comprovam, sim, incluído o PAC.

Temida, amada e odiada por todo Brasil, da cartola da operação Lava Jato não para de sair coelhos. 2018 tem tudo para ser um ano eleitoral singular. Quem viver, verá.

1 Comentário

  • Justino batists

    dezembro 19, 12 2017 05:40:23

    Vivendo as aprendendo seguemmesmo mentindo.gritando vamos votar

Deixe uma Resposta